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Corpo de caminhoneiro é retido no RS até família buscar registro de óbito na Bahia

Cadáver foi transportado dentro de caixão, em um táxi, por cerca de 2,5 mil quilômetros

A Polícia Civil recebeu, na tarde desta segunda-feira, o relatório da necropsia feita no corpo do caminhoneiro gaúcho José Iaredi Ribeiro Filho, de 46 anos. O cadáver, que foi transportado em um caixão dentro de um táxi, da Bahia até Porto Alegre, está guardado no Departamento Médico Legal (DML) e só vai ser liberado com o registro de óbito. O documento, no entanto, só pode ser realizado no município baiano de Itamaraju, onde ocorreu o acidente que matou o gaúcho.

De acordo com o delegado Marcos Machado, o filho da vítima quer que a transportadora da qual o pai era empregado pague o deslocamento dele até o Nordeste. O jovem até agora se negou a entregar uma procuração para que outra pessoa faça o procedimento no cartório, contou o policial. Sem o papel não é possível sepultar o cadáver.

Em depoimento à polícia, o taxista Onício Dias disse ter sido contratado por uma funerária para fazer o translado e que já levou outros cadáveres para fora da Bahia. A Polícia Civil gaúcha descobriu que o transporte foi realizado sem a liberação de um delegado da corporação baiana. O caso foi encaminhado para que as autoridades locais investiguem se houve irregularidade.

O filho do caminhoneiro ainda denunciou à polícia que o pai dirigia por 17 horas sem descanso. Na necropsia não foi apurado se a vítima consumiu estimulantes – rebites – para se manter acordada. Cabe à investigação baiana investigar as circunstâncias do acidente que ocorreu na sexta-feira, a 2,5 mil quilômetros de Porto Alegre.


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