De acordo com o delegado Marcos Machado, o filho da vítima quer que a transportadora da qual o pai era empregado pague o deslocamento dele até o Nordeste. O jovem até agora se negou a entregar uma procuração para que outra pessoa faça o procedimento no cartório, contou o policial. Sem o papel não é possível sepultar o cadáver.
Em depoimento à polícia, o taxista Onício Dias disse ter sido contratado por uma funerária para fazer o translado e que já levou outros cadáveres para fora da Bahia. A Polícia Civil gaúcha descobriu que o transporte foi realizado sem a liberação de um delegado da corporação baiana. O caso foi encaminhado para que as autoridades locais investiguem se houve irregularidade.
O filho do caminhoneiro ainda denunciou à polícia que o pai dirigia por 17 horas sem descanso. Na necropsia não foi apurado se a vítima consumiu estimulantes – rebites – para se manter acordada. Cabe à investigação baiana investigar as circunstâncias do acidente que ocorreu na sexta-feira, a 2,5 mil quilômetros de Porto Alegre.