Durante toda a madrugada desta quarta-feira, o corpo do cardeal foi velado em vigília na Capela do Santíssimo Sacramento, no interior da Catedral Metropolitana. Pela manhã e no início da tarde, fiéis enfrentaram fila para assinar o livro de registro e dar o último adeus a dom Eugenio. "O cristão, quando celebra a eucaristia das exéquias, celebra a esperança na vida que não termina com a morte" , afirmou o arcebispo do Rio, dom Orani João Tempesta, minutos antes de presidir a última missa de corpo presente. A cerimônia, que durou duas horas, foi prestigiada por representantes do islamismo, judaísmo, luteranismo e das igrejas Ortodoxa e Anglicana.
Autoridades civis também estiveram presentes à cerimônia, como o prefeito do Rio, Eduardo Paes, o governador do Estado, Sérgio Cabral Filho, e a governadora do Rio Grande do Norte, Rosalba Cialini. Dom Eugenio nasceu naquele Estado.
Após a cerimônia, o corpo de dom Eugenio foi levado à cripta no subsolo da catedral, onde religiosos e familiares se despediram do arcebispo emérito. "Ao sepultarmos o seu corpo na cripta da catedral, nós estamos colocando uma semente na terra", disse dom Orani. O túmulo de dom Eugenio ficará em frente ao do Monsenhor Ivo Antonio Calliari, construtor e primeiro pároco daquela catedral.
Todos os pertences de dom Eugenio - incluindo o barrete, o chapéu vermelho usado pelo cardeal, simbolizando-o como um príncipe da Igreja, que permaneceu exposto sobre o caixão durante toda a celebração - serão levados para o Museu de Arte Sacra do Rio de Janeiro.