Durante a cerimônia, políticos e autoridades gaúchas prestaram condolências aos familiares de Cardoso. O prefeito José Fortunati lembrou o trabalho dele em prol dos interesses do Rio Grande do Sul. Citou, por exemplo, a luta contra a liquidação do banco Sulbrasileiro. Na época, Fortunati era presidente do Sindicato dos Bancários e manteve reuniões com Cardoso que acolheu a luta da categoria e dos gaúchos. “Nossa relação se deu em pleno mandato, na luta contra a liquidação do Sulbrasileiro. Estamos perdendo um homem que fazia a boa política e que se mostrou interessado pelas coisas do Rio Grande”, destacou na sua passagem pelo velório.
O senador Pedro Simon, que foi contemporâneo de Cardoso desde os tempos do secundário e também na polítca partidária, cada qual no seu partido, classificou-o como grande cidadão, político e senador. “Sempre fomos amigos e ele, certamente, fará falta”, disse.
Cardoso era formado em Direito pela UFRGS
Natural de Rio Pardo, Cardoso nasceu em 12 de setembro de 1930 e formou-se em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Exerceu as funções de advogado e de promotor público da comarca de Rio Pardo. Ocupou os cargos de secretário estadual de Economia do RS, no governo de Ildo Meneghetti, diretor administrativo da Companhia Rio-Grandense de Mineração e diretor de Recursos humanos da Caixa Econômica Federal.
Carreira política
A carreira política começou em Rio Pardo. Cardoso foi vereador do município, entre 1950 e 1958, deputado estadual, entre 1963 e 1971, deputado federal (suplente de Nelson Marchezan), entre 1974 e 1975, e senador, de 1983 a 1987.
Filiado à Arena desde que o governo militar instituiu o bipartidarismo no país, em meados dos anos 1960, Cardoso foi eleito primeiro suplente do senador Tarso Dutra, em 1978. Foi efetivado no cargo em 1983, depois da morte do titular, quando já estava filiado ao PDS.