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Corpo de menino morto em assalto em SP é levado para a Bolívia

Irritados com o choro da criança, criminosos atiraram na cabeça do garoto

Os pais do menino Brayan Yanarico Capcha, 5 anos, morto com um tiro na cabeça em um assalto na última sexta-feira em São Paulo, partem em um voo para a Bolívia nesta segunda-feira. Eles vão enterrar o corpo do único filho na região onde viviam, no povoado de Takamara, a duas horas do centro de La Paz.

O velório da criança está previsto para começar ainda na noite desta segunda. O enterro deverá ser nesta terça. O Consulado-Geral da Bolívia assumiu as despesas do translado, com apoio de uma companhia aérea. "Nunca havia visto algo assim. Estou ainda assustado", disse o pai, Edberto Yanarico Quiuchaca, de 28 anos, em uma coletiva de imprensa organizada no saguão do Aeroporto de Guarulhos, em agradecimento ao apoio recebido após o assassinato.

O homem relatou que o filho pedia para voltar a morar na Bolívia. "Estava acostumado mais com a vida lá". Ele e a mulher, Veronica Capcha Mamani, de 24 anos, tinham imagens do filho com frases pedindo justiça e reforma do Código Penal. Ambos dizem que, depois do crime, não pretendem mais voltar ao País.

Acusados

Ainda na tarde desse domingo, a polícia prendeu o terceiro suspeito de ter participado do assalto. Ele é um menor de 17 anos. A polícia ainda tentou prender um quarto acusado, também adolescente, que conseguiu escapar. No sábado, dois suspeitos, de 18 e 19 anos, já haviam sido detidos.

Em depoimento, o menor de idade teria dito que Diego Rocha Freitas Campos, de 20 anos, foi o autor do disparo. A polícia ainda não localizou esse acusado e também procura outro suspeito, Wesley Soares Pedroso, de 19 anos.

O crime ocorreu na madrugada de sexta-feira, em São Mateus, na zona leste da capital paulista. Um bando invadiu a casa em que vivia o casal de trabalhadores bolivianos. A família estava havia seis meses no Brasil - ambos trabalhavam em um ateliê de costura. Incomodados com o choro da criança, bandidos atiraram na cabeça do menino, que morreu.

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