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Corpo de menino morto por pitbull é levado para Capão da Canoa

Criança chegou a ser transferida às pressas para a Capital, mas não resistiu

Menino atacado por cão chegou a ser transferido para Porto Alegre
Menino atacado por cão chegou a ser transferido para Porto Alegre Foto : Cristiano Estrela
O Departamento Médico Legal (DML) confirmou que a família do garoto atacado e morto por um pitbull em Capão da Canoa efetuou, no início desta madrugada, o translado do corpo de Gustavo Nunes de Souza, de cinco anos, da Capital até o município do Litoral Norte. Ferido, o menino havia sido transferido às pressas para o Hospital de Pronto Socorro (HPS), onde chegou às 16h, mas não resistiu aos ferimentos. O pai da criança desmaiou ao chegar à instituição, na Capital. O ataque ocorreu perto do meio-dia.

O menino brincava com a filha do dono do animal, de 11 anos. A dupla jogava videogame na casa dela quando o menino resolveu ir até o pátio para se banhar em uma piscina plástica que ficava próxima do animal, segundo explicou a delegada Valquiria Meder. O cão estava amarrado, mas conseguiu alcançar a vítima. A policial confirmou que as crianças estavam sozinhas no momento do incidente, na rua Gaspar Grizza, bairro Santa Luzia.

A criança foi reanimada e levada, de início, ao Hospital Santa Luzia, no município. Em função da gravidade do caso houve a transferência para Porto Alegre. Uma das mordidas do animal foi no pescoço do menino.

Os policiais tiveram de conter populares, que queriam invadir a residência do proprietário do animal. O cão foi sacrificado por um policial depois de ter sido ferido por um morador do bairro Santa Luzia, que utilizou um espeto para fazer o cão soltar a criança atacada.

A Polícia Civil instaurou, inicialmente, inquérito para apurar a possibilidade de crime de homicídio culposo (sem intenção de matar). A delegada Valquíria Meder afirmou que um levantamento no local apurou que o animal era mantido em condições adequadas de segurança. Desta forma, a Polícia Civil abriu inquérito pelo crime de lesão grave culposa, sem descartar a hipótese de indiciamento. Os depoimentos dos envolvidos no caso devem começar até o fim da semana.

Vizinhos alertaram 

A presença de Tigre, o pitbull que atacou Gustavo, era temida por moradores da rua Gaspar Grizza. Vizinhos relatam que era comum o cão andar solto pela rua, o que assustava principalmente as crianças. “Ele pulava o muro e rasgava o lixo da lixeira, tanto de noite quanto de dia”, contou a doméstica Evanete de Souza Quadros, 39 anos, que disse ter visto o ataque.

Alguns moradores chegaram a reclamar com o dono do animal para que tirasse ele do local. “Muita gente foi dar queixa. Quando ele ficava na rua todo mundo ficava assustado”, contou a diarista Maria Aparecida Negruni de Fraga, 46 anos, prima da vítima.

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