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Corpo de menino que morreu atingido por trave de gol é sepultado em Passo Fundo

Polícia ouve testemunhas para apurar se houve responsáveis pelo acidente

Foi sepultado nesta sexta-feira o corpo do menino Márcio Ferreira Cardoso Júnior, de 8 anos, que morreu depois de ser atingido pela trave de uma goleira enquanto jogava futebol com amigos perto da escola onde estudava nessa quinta-feira, no município de Ernestina. O enterro ocorreu no Cemitério Municipal da Vila Petrópolis, em Passo Fundo, município vizinho, em um clima de forte emoção.

Centenas de pessoas, familiares e colegas do garoto compareceram ao velório. Muito abalados, o pai Márcio Ferreira Cardoso e a mãe Ana Michele Guariente precisaram ser amparados em vários momentos. O menino estudava há dois meses na Escola Municipal de Ensino Fundamental Osvaldo Cruz, de Ernestina. A família morava em Passo Fundo, mas havia se mudado para trabalhar em uma chácara na localidade de Linha Gramado, interior do município. Torcedor fanático do Grêmio, o garoto sonhava em ser jogador de futebol e se acidentou, justamente, quando comemorava um gol marcado na partida com os amigos.

A morte do menino ocorreu em meio a aula de Educação Física. A professora que levou a turma do 3º ano do Ensino Fundamental para o campo foi ouvida nesta sexta-feira na Delegacia de Polícia de Ernestina. Ela pediu para não ter o nome revelado. Segundo o inspetor Marco Dal Molin, a docente revelou que assim que chegou com os alunos no local, os meninos começaram a jogar futebol. O garoto marcou um gol e correu para comemorar. De acordo com o relato da professora, ele teria se agarrado no poste direito da trave móvel que despencou sobre o seu corpo. A própria vítima conseguiu sair debaixo da trave, mas logo começou a sentir dificuldades para respirar.

Com ajuda da diretora da escola, o menino foi socorrido e levado para o posto médico de Ernestina, mas devido à gravidade do quadro foi transferido para o hospital São Vicente de Paulo, em Passo Fundo. Ele morreu quando recebia os primeiros socorros. Para a professora, o acidente foi uma grande fatalidade. A diretora da escola também foi ouvida pela polícia, porém, ela não presenciou o acidente.

O inspetor Marco Dal Molin disse que, na próxima semana, devem ser ouvidos três ou quatro estudantes que estavam com a vítima no momento do acidente. A polícia espera o resultado do laudo da necropsia para concluir o inquérito que apura as circunstâncias e se houve responsabilidades pelo acidente.

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