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Correio do Povo e Folha da Tarde são base de palestra sobre odontologia

Professor da UFRGS apresentará parte da pesquisa em congresso na Capital

Professor da UFRGS falará sobre a odontologia gaúcha na década de 60
Professor da UFRGS falará sobre a odontologia gaúcha na década de 60 Foto : Mauro Schafer
As páginas do Correio do Povo e da Folha da Tarde serviram de subsídio para a palestra que será ministrada nesta sexta-feira, a partir das 10h, no 19º Congresso Odontológico Riograndense (Corig 2012), pelo professor da Faculdade de Odontologia da UFRGS e fotógrafo amador João Ferlini Filho. Durante o evento, que acontece no Centro de Eventos da PUCRS, ele abordará o tema “A Odontologia gaúcha na década de 60”. “A história será recontada a partir de subsídios encontrados nos dois jornais durante dois anos de pesquisa”, relatou.

O levantamento ainda não foi totalmente concluído, mas as informações apuradas até o momento são suficientes para recontar a história da Odontologia na época da ditadura militar. “O estudo reúne reportagens e fotografias históricas”, ressaltou. Ainda nesta quinta-feira, no Arquivo de Jornais, enquanto folheava uma edição antiga do Correio do Povo, recordava que a Faculdade de Odontologia da Ufrgs teve como sede um velho prédio da rua General Vitorino, onde hoje está instalado o Departamento de Arte Dramática da universidade.

Ferlini Filho por pouco não perdeu o resultado da pesquisa e, consequentemente, o material ilustrativo que apresentará na palestra de amanhã. No dia 27 de junho, quando digitalizava algumas reportagens e fotografias em uma loja de artigos fotográficos do bairro Partenon, foi vítima de um assalto. Armados com pistolas, os assaltantes dominaram o proprietário do estabelecimento, cinco funcionários e ele.

Além de levar todos os equipamentos de valor expostos na vitrine, os assaltantes também roubaram o laptop de Ferlini Filho, onde estava armazenada sua pesquisa. A perda do material não foi suficiente para desanimá-lo. Conseguiu recuperar parte dele em um backup armazenado na loja, de onde se tornou assíduo frequentador devido à necessidade de digitalizar os artigos coletados no Correio do Povo e na Folha da Tarde. “O que faltou pesquisei novamente, embora a maior parte do material analisado por dois anos estivesse armazenado na minha memória."


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