A direção dos Correios e o Sindicato dos Trabalhadores em Correios e Telégrafos do Rio Grande do Sul (Sintect/-RS) divergem sobre os números da paralisação, aprovada na noite dessa terça-feira no Estado.
Em nota divulgada pelos Correios do RS nesta quarta-feira, a empresa garante que nos locais em que houve aprovação de paralisação, como na Região Metropolitana de Porto Alegre, serão aplicadas medidas do plano de continuidade do negócio para garantir as entregas. Os Correios garantem que todas as agências estão abertas e atendem normalmente à população e que 90% dos trabalhadores estão em atividade normal.
Os dados do Sintect-RS, no entanto, apontam que 60% dos funcionários cruzaram os braços. “A maior adesão foi na Região Metropolitana de Porto Alegre e a média é que 60% aderiu ao movimento”, afirmou o secretário-Geral do sindicato, Vitor Rittmann. Tanto a empresa quanto o sindicato irão divulgar balanços da paralisação no final da tarde de hoje.
A proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TS) previa reajuste equivalente a cerca de 20% do salário inicial do agente de Correios, em forma de gratificação (reajuste linear de R$ 200). O reajuste concedido no ano passado, também em forma de gratificação de incentivo à produtividade, que está sendo gradativamente incorporada conforme previsto no Acordo Coletivo, representou, segundo a empresa, um aumento de quase 20% sobre o salário base dos carteiros.
O reajuste médio dos empregados dos Correios no período 2011-2014 foi de 36% para uma inflação de 27,3% no mesmo período. Além do salário, os carteiros dos Correios recebem inúmeros benefícios, como vale-alimentação/refeição e cesta de cerca de R$ 1.000 mensais, adicionais de atividade, plano de saúde, auxílio creche/babá, bolsas de estudo e vale-cultura.
A proposta do Tribunal Superior do Trabalho foi aprovada por 16 sindicatos, que não deflagraram paralisação: Acre, Pernambuco, Roraima, Goiás, Alagoas, Amapá, Paraná, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Santa Maria (RS), Uberaba (MG), Juiz de Fora (MG), Ribeirão Preto (SP) e Santos (SP). O sindicato de Sergipe rejeitou a proposta, mas não deflagrou paralisação.
Correios e sindicato divergem sobre números da paralisação
Greve foi aprovada nessa terça-feira