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Correios fazem 3º mutirão para agilizar entregas represadas

Rio Grande do Sul tem 1 milhão de objetos pendentes por causa da greve da categoria

Os Correios confirmaram o terceiro mutirão nacional em todo o País, neste final de semana, para tentar por em dia a entrega de correspondências atrasadas devido à greve dos funcionários, que completou hoje 18 dias. No Estado, há cerca de 1 milhão de objetos represados em função do impasse. Mais de 100 milhões de itens seguem retidos nas unidades de triagem da estatal em todo o Brasil. No total, mais de mil servidores que não aderiram à paralisação devem participar do mutirão no Rio Grande do Sul, recebendo em troca o pagamento de horas extras e do repouso trabalhado.

Nesta sexta, o Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região, que engloba Brasília e Tocantins, proibiu a Empresa de Correios e Telégrafos (ECT) de descontar o salário dos trabalhadores que estão em greve. A decisão foi tomada pelo desembargador Macedo Caron e cassa entendimento da juíza substituta da 3ª Vara de Trabalho de Brasília, que não impediu que a ECT cortasse os vencimentos.

De acordo com o desembargador, a ECT determinou a suspensão do pagamento dos grevistas sem negociação prévia e sem levar em conta que o salário tem natureza alimentar. Para Caron, isso foi uma “verdadeira pressão para que voltem ao trabalho, resultando em efetiva afronta ao próprio direito de greve”.

A ECT enfrentou outra decisão contrária da Justiça, nesta sexta. A ministra Cristina Peduzzi, do TST, negou o pedido de liminar feito pelos Correios para suspender imediatamente a greve. Nessa quinta-feira, a empresa entrou com dissídio coletivo para tentar resolver o conflito por via judicial, uma vez que a greve se estende desde o dia 13.

A empresa reforçou a posição de que segue aberta ao diálogo. Na última quinta, depois de mais de seis horas de reunião com a diretoria dos Correios, os funcionários da estatal decidiram manter a greve. Eles recusaram proposta oferecida pela empresa de reajuste real de R$ 80 a partir de janeiro e o pagamento imediato de um abono de R$ 500. A diretoria dos Correios também havia proposto - mas foi recusado pelos trabalhadores - o parcelamento do valor pelo corte do ponto dos funcionários que ficaram parados - com um dia de desconto por mês.

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