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Correios projetam normalizar entregas uma semana após o fim da greve

Prioridade das correspondências serão pacotes que incluem medicamentos

Com a possibilidade do fim da greve dos empregados dos Correios e a retomada do trabalho na próxima quinta-feira, a expectativa da diretoria da empresa pública é de que, em uma semana, a entrega de cartas e encomendas esteja regularizada. Segundo o vice-presidente de Gestão de Pessoas, Larry de Almeida, a maior dificuldade para colocar o serviço em dia será no Rio de Janeiro, em São Paulo e na Bahia.

A prioridade, adiantou ele, será a entrega de encomendas com medicamentos, que estão tendo atendimento preferencial e se encontram praticamente sem atrasos. “Com o apoio de todos trabalhando nos finais de semana, teremos um grande avanço em colocar o serviço em dia”", projetou. Segundo os Correios, desde o início da greve, 136 milhões de objetos deixaram de ser entregues pela empresa.

Na tarde desta terça-feira, a direção da empresa e os trabalhadores chegaram a um acordo durante audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST). A proposta será encaminhada para avaliação em assembleias dos 35 sindicatos dos funcionários, com indicativo de aprovação pelo comando de greve. Se as condições forem aceitas, a paralisação será encerrada na quinta-feira.

Para Almeida, a proposta aprovada na audiência contemplou interesses dos trabalhadores, da empresa e da sociedade. “Estamos trazendo ganhos reais significativos para os trabalhadores de base. O piso teve um ganho real bastante significativo e que vai representar muito para a categoria profissional”, enfatizou.

O secretário-geral da Federação Nacional dos Trabalhadores de Empresas de Correios, Telégrafos e Similares (Fentect), José Rivaldo da Silva, também comemorou o acordo, especialmente pelo ganho real de R$ 80 a partir de outubro. “Nenhuma categoria teve mais de 5% de ganho real neste ano. Isso é uma vitória significativa". Segundo ele, a aprovação da proposta nas assembleias “não vai ser fácil”, mas ele acredita que os trabalhadores vão fazer uma reflexão sobre o que foi negociado.

O acordo prevê o pagamento do aumento real de R$ 80 a partir de outubro. Esse reajuste estava previsto para ser pago só a partir de janeiro. Também foi mantida a proposta de aumento linear do salário e dos benefícios de 6,87% retroativo a 1º de agosto, mas os trabalhadores abriram mão do abono de R$ 500 que foi oferecido pela empresa.

A proposta acordada também devolve o valor correspondente aos seis dias de greve que já foram descontados dos trabalhadores em folha de pagamento suplementar até a próxima segunda-feira. Posteriormente, a empresa poderá fazer novamente o desconto na proporção de meio dia de trabalho por mês. Os outros 15 dias de greve que não foram descontados dos trabalhadores deverão ser compensados com trabalho extra nos finais de semana e feriados.

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