No Estado, 11% dos 8 mil empregados aderiram à paralisação, o que representa em torno de 937 funcionários. Os grevistas vão trabalhar cerca de 2 horas a mais por dia para ajustar a entrega da correspondência. 'Não temos impactos significativos no Estado até o momento, pois todas as unidades dos Correios estão em funcionamento e com as equipes trabalhando', assegura a empresa.
O impacto dos itens econômicos das entidades sindicais são impraticáveis. A pauta da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios (Fentect) tem custo anual de R$ 31,4 bilhões - quase o dobro da previsão de receita dos Correios para este ano ou o equivalente a 50 folhas mensais de pagamento da ECT.
No caso dos sindicatos de São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte, Bauru e Rondônia (desfiliados da Fentect), o custo é de R$ 4,6 bilhões por ano - mais do que o custo de manutenção da rede de agências de todo o Brasil em 2012.
Entre 2003 e 2012, o ganho real dos trabalhadores dos Correios foi de 36,91%, acima da inflação do período. Hoje, a empresa paga em média uma remuneração de R$ 2.149,72 aos carteiros, considerando o salário e os adicionais como anuênio, quinquênio e adicional de distribuição e coleta, entre outros. Todos os trabalhadores dos Correios também contam com benefícios como assistência médica, hospitalar e odontológica, inclusive para dependentes. A estatal destina atualmente 65% de sua receita de vendas ao pagamento dos salários, benefícios e encargos.