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Corridas de charrete vão de R$ 100 a R$ 5 mil em plena Capital

Cavalos dividem espaço com carros na zona Norte de Porto Alegre

Competição ocorre na Voluntários da Pátria, no bairro Navegantes
Competição ocorre na Voluntários da Pátria, no bairro Navegantes Foto : Mauro Schaefer
 Todo domingo, centenas de pessoas, moradoras do bairro Navegantes, em Porto Alegre, encontram diversão de uma maneira diferente. A Voluntários da Pátria vira palco a partir das 11h para corridas de cavalo. Elas ocorriam em área próxima onde hoje está localizada a Arena do Grêmio, mas como o local foi ocupado, a rua virou reduto das charretes.
Os animais entram em cena e dividem o espaço da via com os veículos, sob a vigília dos apostadores. Ao todo, são 30 cavalos, entre eles os de carreira e os matungos que, diariamente, puxam carroças carregadas de resíduos recicláveis. Nem todos competem, apenas quando há apostador. As apostas variam de R$ 100 a R$ 5 mil. Churrasco, cerveja e o tradicional jogo do osso completam a diversão.

O número de corridas varia de acordo com a quantidade de apostas. A disputa ocorre sempre em duplas, no sentido bairro-Centro. A largada é dada pelo juiz, que fica próximo à Arena do Grêmio, dentro de um automóvel. É responsável por observar se a dupla saiu junto e não queimou a largada. Dali, partem acelerados dois cavalos, um em cada charrete.

A disputa se prolonga por 500 metros na direção do vão móvel do Guaíba. Quando um adversário se aproxima, o outro grita com o seu cavalo “vamos”, a fim de fazer o animal a correr mais rápido. O dinheiro que está em jogo é disputado de forma acirrada. No entanto, para apostar, não é necessário ter cavalo. “As pessoas escolhem o animal que acham que vai ganhar. O vencedor fica com todo o dinheiro investido”, explicou o competidor Paulo Roberto.

Ele é dono de um cavalo argentino de 1 ano e 10 meses, batizado de Agüero, em homenagem ao atacante vice-campeão da Copa do Mundo 2014. “Ele perde e ganha, mas o auge mesmo para competir é quando tiver 3 anos”, afirma. No local, é possível observar também a presença de caminhonetes e carros com valor muito superior ao de muitas casas da região. “Vem gente de fora também”, ressalta.

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