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Corsan pagará mais de R$ 12 milhões em indenizações por acidente

Familiares aceitaram proposta de indenização da estatal por queda de ônibus em barragem em 2004

Tragédia do ônibus escolar que caiu na barragem da Corsan em 2004
Tragédia do ônibus escolar que caiu na barragem da Corsan em 2004 Foto : Rodrigo Finardi / Especial CP
Um grupo de 47 pessoas representadas pelo advogado Irineu Gehlen, decidiu aceitar a proposta da Corsan sobre a indenização por dano moral das vítimas da tragédia do ônibus escolar que caiu na barragem da estatal, em 2004. O acidente vitimou 17 pessoas. O acerto final foi de R$ 12.243 milhões.

O advogado das famílias fez uma proposta R$ 13,5 milhões à Corsan, mas ele contou na noite desta segunda-feira que após explicar às famílias todos os detalhes, elas decidiram que a melhor opção seria aceitar a proposta da empresa. De acordo com o advogado, o acordo judicial foi fechado ainda no sábado entre ele e a Corsan, mas a decisão final só seria anunciada oficialmente depois das famílias terem ciência dos detalhes. “Na tarde de hoje o acordo foi ajuizado na Vara da Fazenda Pública de Erechim”, revelou.

À noite, na Comunidade Argenta, onde ocorreu o acidente, ele reuniu-se com as famílias que representava. Gehlen explicou que a Corsan terá 15 dias, a partir da homologação da Justiça – o que deve ocorrer em breve – para depositar o dinheiro em juízo.

Famílias que perderam filho receberão no mínimo meio milhão

Segundo o advogado, as famílias que perderam filhos não receberão menos de R$ 500 mil cada uma. O advogado representou na ação 14 famílias que perderam filhos na tragédia, além de todos os sobreviventes e suas famílias dos sobreviventes, chegando ao total de 47 pessoas.

Irineu Gehlen explicou ainda que acionou na Justiça a Corsan e como réus solidários o município de Erechim, através da prefeitura, as empresas de ônibus envolvidas no transporte escolar, e o motorista do ônibus que caiu na barragem provocando a tragédia. “Mas eu escolhi a Corsan para não entrar no risco do precatório. A Corsan é uma empresa de economia mista cujo patrimônio pode ser passível de penhora judicial”, explicou o advogado.

Tragédia aconteceu há sete anos

A tragédia ocorreu no dia 22 de setembro de 2004 quando um ônibus escolar caiu dentro do lago da barragem da Corsan por volta das 7h vitimando 17 pessoas (16 crianças e adolescentes, todos estudantes à caminho da escola, e uma monitora). O advogado Irineu Gehlen também é assistente de acusação no processo criminal que já está em fase final de instrução. Neste caso irá a julgamento o motorista do ônibus pelo juiz da Vara Criminal de Erechim. Não será júri popular. As outras três famílias de vítimas possuem outros representantes.

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