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Corte de árvores gera mobilização nas redes sociais

Após retirada de manifestantes da orla do Guaíba, 57 plantas foram cortadas

Prefeitura executou ordem judicial para o corte das árvores
Prefeitura executou ordem judicial para o corte das árvores Foto : Vinícius Roratto
A ação para o corte das árvores gerou repercussões, em especial nas redes sociais. Muitas manifestações de apoio à operação para a realização da obra e contrárias, contestando entre outras coisas, o horário em que foi desencadeada. Poucas horas após os cortes já eram organizados atos e protestos. Um deles foi intitulado: “O protesto não acabou! Protesto contra o corte de árvores em Porto Alegre!”.

Em pouco tempo mais de 500 pessoas haviam confirmado participação e diversos comentários de apoio à manifestação e de repúdio à ação da Prefeitura. No rede social, o vereador Marcelo Sgarbossa fez um desabafo: “A Porto que amanheceu bem menos alegre! As motosserras voltaram a roncar em plena madrugada. A Capital está cada vez menos verde e menos humana”.

No início da manhã, em solenidade de posse da Comissão Permanente de Atuação em Emergência (Copae), no Paço Municipal, o prefeito em exercício Sebastião Melo falou sobre a operação. “Foi uma noite ‘indormível’. Nós só entramos em ação após a garantia da Brigada Militar de fazer de forma pacífica. Executamos uma ordem judicial. É possível fazer vias e plantar árvores. Tentamos o diálogo, mas não foi possível”, afirmou.

Ex-vereador de Porto Alegre, Carlos Todeschini utilizou a sua página no Facebook para criticar a atitude da Prefeitura. “Estas árvores têm mais de 40 anos e são insubstituíveis, quer seja pela paisagem que formam, quer seja pela beleza ou pela sombra que oferecem a nós, seres passageiros, que ajudam a aplacar o calor infernal dos nossos verões”.

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