O promotor de Justiça João Pedro Togni justificou, nesta sexta-feira, que o ex-presidente Arthur da Costa e Silva detém importância histórica para o município de Taquari. É do representante do Ministério Público a ação civil pública para que a Prefeitura promova a restauração do busto construído em homenagem ao marechal e a recoloque na praça de onde foi retirada, no início da semana. Ele acrescentou que a memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira precisa ser preservada.
Costa e Silva presidiu o Brasil de 1967 a 1969, durante o regime militar. A Comissão Nacional da Verdade apontou que ele e os também presidentes do período Humberto Castello Branco (1964-1967), Emílio Garrastazu Médici (1969-1974), Ernesto Geisel (1974-1979) e João Figueiredo (1979-1985) foram responsáveis por violações de direitos corridas durante a ditadura. Com base nesse relatório o prefeito Emanuel Hassen de Jesus (PT) justificou a retirada.
De acordo com Togni, também não foi cumprida da promessa de colocação do busto no museu construído na casa onde nasceu o militar. O promotor justificou que a escultura está “jogada” dentro do espaço. Disse ainda que pode aceitar a colocação da estrutura dentro da casa, mas em um local de destaque, como foi prometido. O promotor acrescentou que o ato do prefeito ocorreu sem consulta à Câmara de Vereadores e à população.
A ação do MP, com pedido de liminar, requer a imediata reconstrução da estrutura e recolocação no local de origem, sob pena de multa ao chefe do Executivo.
Costa e Silva foi importante para Taquari, justifica promotor
MP quer recolocação de busto do presidente militar retirado de praça central do município