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Cpers adverte que corte de ponto não vai suspender greve da categoria

Presidente da entidade garante que o governo Yeda é “autoritário” e “repressor”

A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, garantiu que a categoria não vai suspender a greve, mesmo com a ameaça de corte do ponto nos dias de paralisação, divulgado em nota hoje pelo Governo do Estado. Segundo Rejane, há falta de diálogo com o Piratini.

"(Corte do ponto) Só mostra cada vez mais que o governo Yeda é um governo autoritário, repressor e que não respeita sequer a Constituição Estadual, que preza o direito de greve. Nós achamos que os deputados às beiras de uma eleição não vão dar aval para descontar os salários de quem já ganha uma miséria. Mas se isso acontecer, mesmo assim, a nossa categoria sabe que o sacrifício que vai ter que fazer para defender o seu plano de carreira ainda é válido.”

O secretário estadual da educação, Ervino Deon, incentiva os projetos de valorização do serviço público que abrangem o magistério, principalmente por elevar o piso da categoria para R$ 1,5 mil. Quanto à paralisação, Deon garante que me medidas serão tomadas. "Nós vamos aplicar a Legislação, que é muito clara”.

A greve do Cpers é uma pressão para que o Executivo retire os projetos da Assembleia Legislativa alegando alterações prejudiciais ao plano de carreira dos professores. Na próxima terça, está prevista para o plenário a votação dos quatro projetos envolvendo a Brigada Militar. Se essas matérias da ordem do dia não forem apreciadas, a pauta do parlamento será trancada. Ou seja, nenhum outro projeto será avaliado. As mudanças no magistério serão votadas no dia 22 de dezembro.