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Cpers aprova estado de greve da categoria

Mobilização quer impedir a tramitação de projetos enviados à AL pela governadora

Cpers aprova estado de greve da categoria
Cpers aprova estado de greve da categoria Foto : Camila Domingues
A Assembleia Geral realizada hoje pelo Cpers em Porto Alegre aprovou o estado de greve da categoria. A mobilização, que reuniu aproximadamente quatro mil pessoas no Gigantinho, quer impedir a tramitação de projetos de lei enviados à Assembleia Legislativa pela governadora Yeda Crusius. Para os sindicalistas, as propostas representam prejuízos ao plano de carreira.

Os participantes do encontro rejeitaram com unanimidade os projetos encaminhados pelo governo à AL essa semana e marcaram uma nova assembleia para o dia 9 de dezembro. Na última segunda-feira, a governadora anunciou o envio de um pacote de projetos de leis para o setor, entre eles a elevação do piso para R$ 1.500,00 - valor relativo à jornada de 40 horas -, a criação da Matriz da Educação, a instituição da meritocracia e a transformação da licença prêmio em licença para capacitação.

“É um pacote de retirada de direitos e jamais um pacote que beneficia os servidores públicos”, criticou a vice-presidente do Cpers, Neida de Oliveira. Representante do movimento Pó-de-Giz, a professora Denise Schwochow mostrou-se preocupada com a possibilidade de implantar o sistema de meritocracia na educação. Na opinião dela, a cobrança por resultados criaria um clima de competição desfavorável ao processo educativo. “A meritocracia esquece que os educadores trabalham com o ser humano, com o saber. Não queremos o fim do trabalho em equipe nas escolas”.

A estratégia do Cpers, a partir de agora, é recorrer à pressão. Terça-feira a categoria começa um ciclo de vigília na Praça da Matriz e na AL. A busca de diálogo e apoio junto às bancadas de deputados estaduais também está nos planos da presidente da entidade, Rejane de Oliveira.

“Vamos fazer a nossa luta pela retirada dos projetos”, afirmou, destacando que no próximo encontro, medidas mais contundentes precisarão ser colocadas em pauta para defender as reivindicações dos professores. “A categoria terá que debater o tema da greve”. Após a assembleia, os professores se reuniram aos manifestantes da 14ª Marcha dos Sem em frente ao Palácio Piratini.