A posição favorável à paralisação foi uma das decisões do VIII Congresso do Cpers/Sindicato, que ocorreu entre os dias 28 e 30 de junho. No encontro, que reuniu cerca de 1,8 mil professores, os participantes debateram as condições de trabalho e o descumprimento do governo em relação às promessas. De acordo com a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, a paralisação é o caminho mais apropriado para mostrar ao Executivo estadual o descontentamento da categoria.
A crítica mais dura está atrelada ao fato de o governo não pagar o piso nacional da categoria e também não implantar o piso estadual aos demais profissionais de escola. Rejane ressaltou que não reiniciar o segundo semestre, marcado para o dia 29 de julho, também abre espaço para o governo apresentar propostas concretas.
80 escolas pararam na segunda-feira
Nessa segunda, 30% escolas estaduais de Porto Alegre paralisaram as atividades em função da possível paralisação geral, chamada pelas redes sociais. Esse é o balanço da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), da Secretaria Estadual de Educação. Das 259 instituições, 80 não tiveram aulas. Na manhã de quarta, integrantes da CRE e diretores dessas escolas participaram de reunião para avaliar à adesão ao movimento. Isso foi solicitado, porque a SEC havia orientado para que as aulas ocorressem normalmente.