Geral

Cpers avalia greve de professores no segundo semestre

Entidade quer adesão total para paralisação no dia 11 de julho

Os professores da rede estadual de educação poderão não retomar as aulas no segundo semestre. Essa é a estratégia de articulação do Cpers/Sindicato para pressionar o governo do Estado a cumprir as promessas de campanha, como o pagamento do piso. A posição favorável à greve ainda passará pelo crivo dos professores na assembleia geral agendada para as 13h30min do dia 12, no Auditório Araújo Viana, em Porto Alegre. No dia 11, os professores pretendem conseguir adesão total para a greve geral organizada pelas centrais sindicais.

A posição favorável à paralisação foi uma das decisões do VIII Congresso do Cpers/Sindicato, que ocorreu entre os dias 28 e 30 de junho. No encontro, que reuniu cerca de 1,8 mil professores, os participantes debateram as condições de trabalho e o descumprimento do governo em relação às promessas. De acordo com a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira, a paralisação é o caminho mais apropriado para mostrar ao Executivo estadual o descontentamento da categoria.

A crítica mais dura está atrelada ao fato de o governo não pagar o piso nacional da categoria e também não implantar o piso estadual aos demais profissionais de escola. Rejane ressaltou que não reiniciar o segundo semestre, marcado para o dia 29 de julho, também abre espaço para o governo apresentar propostas concretas.

80 escolas pararam na segunda-feira

Nessa segunda, 30% escolas estaduais de Porto Alegre paralisaram as atividades em função da possível paralisação geral, chamada pelas redes sociais. Esse é o balanço da 1ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE), da Secretaria Estadual de Educação. Das 259 instituições, 80 não tiveram aulas. Na manhã de quarta, integrantes da CRE e diretores dessas escolas participaram de reunião para avaliar à adesão ao movimento. Isso foi solicitado, porque a SEC havia orientado para que as aulas ocorressem normalmente.


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