O indicativo aprovado na assembleia-geral da categoria prevê paralisações sempre que o projeto entrar na Ordem do Dia para votação, na Assembleia Legislativa. A partir de terça-feira, o pacote tranca a pauta do Parlamento, impedindo que qualquer outro projeto seja votado até que a matéria seja analisada.
O magistério ainda decidiu seguir pressionando os parlamentares, mandando cartas, emails e telegramas, para que rejeitem o pacote. Conforme a presidente do sindicato dos professores do Rio Grande do Sul (Cpers), Rejane de Oliveira, também haverá vigílias em frente ao Palácio Piratini e atos nas cidades em que os deputados tenham base eleitoral. "Vamos encher as galerias da Assembleia para não permitir que votem esse pacote que fere os direitos dos trabalhadores", afirmou.
O sindicato também definiu o slogan de uma campanha para cobrar o pagamento, pelo Piratini, do piso nacional do magistério: "Tarso Governo Fora da Lei - Não Cumpre o Piso Salarial", numa ilusão ao não-cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal, que estipulou a validade do piso de imediato, para todo o território nacional. O governo gaúcho disse que a meta é alcançar o valor dentro de quatro anos. Hoje, um professor da rede estadual recebe R$ 790 para um contrato de 40 horas por semana. O piso nacional requerido pelo Cpers é de quase R$ 1,5 mil.
Em nota, o secretário estadual da Educação, Jose Clovis de Azevedo, garantiu que os direitos da categoria estão assegurados e serão mantidos integralmente. "A proposta de reforma da previdência, que integra o plano, atinge apenas os altos salários e um percentual muito pequeno dos professores", afirmou Azevedo.