O grupo foi recebido do lado de fora do Piratini, pelo chefe de gabinete da Casa Civil, Flávio Helman, o que indignou os professores. “Estamos sendo recebidos na calçada pelo governo, que sequer convida o comando de greve para dialogar. Não aceitamos esse tipo de provocação”, afirmou a presidente do Cpers/Sindicato, Rejane de Oliveira.
Na carta direcionada ao governador, o sindicato reiterou a negativa da proposta, e considerou que o governo mantém uma atitude “autoritária e desrespeitosa”, o que pioraria os conflitos entre a categoria e o Executivo. O Cpers convocou os professores para uma assembleia na próxima sexta-feira, às 14h, na Praça da Matriz. “Vamos avaliar, principalmente, a forma como o governo trata os professores”, afirmou Rejane de Oliveira,
A secretária-adjunta da Educação, Maria Eulália Nascimento, criticou a posição do Cpers e se disse surpresa com a atitude do sindicato. “Em anos de profissão, nunca tinha visto um comando de greve negar-se a dialogar com o governo para definir uma proposta conjunta. Não existe conflito na educação pública do RS. São eles que querem aprofundar esse conflito”, afirmou a secretária.