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Cpers diz que 38 dos 42 núcleos rejeitam a proposta do governo

Sindicato realiza assembleia dos professores nesta sexta-feira

Estimativa da direção do Cpers Sindicato mostra que 38 dos 42 núcleos no interior do Estado rejeitaram a proposta de reajuste oferecida pelo governo do Estado. A presidente da entidade, Rejane de Oliveira, disse que a proposta não chega ao mesmo patamar do Piso Nacional do Magistério, que teve reajuste de 22,22%, elevando a remuneração mínima de R$ 1.187 para R$ 1.451. "Lembro que foi o Tarso que assinou o Piso Nacional do Magistério quando era ministro da Justiça. Agora no cargo de governador, não quer saber de implementar o piso, isso é uma incoerência. Reivindicamos algo que está na lei, é um direito dos trabalhadores”, ressaltou.

O sindicato protocolou um pedido de audiência para às 17h desta sexta com o governo. Segundo a assessoria da Casa Civil, o encontro só deve ser realizado na próxima semana. O Conselho Geral da entidade se reúne nesta noite, em Porto Alegre, para avaliar o resultado das assembleias regionais.

O principal ponto de discordância entre professores e governo é o índice adotado para o reajuste. O Estado divulgou que não reconhece o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) como, determina o Piso Nacional. O Piratini quer adotar o Índíce Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que variou 6% no último ano – ante 22,22% de aumento do Fundeb.

Os professores fizeram corpo a corpo com deputados estaduais da base e oposição nesta semana. Eles querem que os deputados não votem, na próxima terça-feira, o projeto do Executivo que prevê um reajuste de 23,5%, em três parcelas, até fevereiro de 2013.

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