A presidente do Cpers/Sindicato, Rejane Oliveira, afirmou, em entrevista ao Portal Correio do Povo, que não há previsão para o término do ano letivo de 2009. A paralisação dos servidores do ensino público estadual terá início na próxima terça-feira, dia 15. De acordo com Rejane, ainda não foi feito um estudo sobre as alterações no calendário escolar em função da paralisação. "A maioria das escolas deveria terminar suas aulas no começo de janeiro, mas vamos estudar como as aulas serão recuperadas só no fim da greve", afirmou.
Rejane explicou que está descartada a possibilidade de acelerar o ensino das disciplinas para que as aulas terminem até dia 15. A presidente do sindicato acredita que a adesão dos professores deva ser alta, já que a proposta que será votada pela Assembleia Legislativa afeta o plano de carreira, uma das conquistas históricas da categoria. Há, hoje, 87 mil professores filiados ao Cpers, segundo Rejane.
Já o secretário do Planejamento do Estado, Mateus Bandeira, classificou como movimento político a decisão do Cpers/Sindicato de deflagrar greve a partir do dia 15. "É incompreensível que 5 mil se encontrem em assembleia geral e decidam rejeitar aumento do piso para cerca de 27 mil professores. Isto só pode ser avaliado como um movimento político", afirmou. Bandeira integra uma força-tarefa montada pelo Executivo para esclarecer dúvidas dos parlamentares em relação às propostas apresentadas pela governadora Yeda Crusius.
O sindicato contabilizou a presença de 5 mil filiados na assembleia desta quarta-feira. A decisão de entrar em greve foi unânime, de acordo com Rejane, e a única discordância foi sobre a data em que a paralisação deveria iniciar.
Cpers diz que não há previsão para término das aulas
Paralisação dos professores terá início na próxima terça-feira, dia 15