A presidente do Cpers/Sindicato criticou, em entrevista à Rádio Guaíba, o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, criado pelo Ministério da Educação (MEC) e que deve ser lançado em 2011. Segundo Rejane de Oliveira, a prova não respeita as especificadades regionais nem consegue avaliar o cotidiano das escolas. "Não é uma avaliação de cima para baixo que garante um bom ensino", defendeu.
Rejane defendeu que todos os professores de ensino público já passam por avaliação através do concurso e que seu desempenho também é mensurado por provas incluídas no plano de carreira. “Os exames que fazemos periodicamente já avaliam o rendimento e a qualidade do trabalho, a cooperação do professor com a escola, deveres, responsabilidades e assiduidade, por exemplo”, enumerou.
A representante dos professores foi mais longe ao dizer que o exame “cheira a meritocracia”. “O Estado não pode deixar para o trabalhador da educação a responsabilidade sobre as mazelas da educação. É o seu papel garantir um ensino de qualidade”, defendeu.
Exame
Com o novo exame, prefeituras não precisariam realizar sua própria prova de concurso público – o que é caro e exige expertise de órgão especializado – para contratação de novos professores, bastaria publicar um edital de concurso público e usar a nota do Exame como critério para seleção.
A forma de utilização ficará totalmente a critério dos governos estaduais e municipais, que poderão decidir pela adesão ao exame e utilizá-lo como critério único ou como uma das fases de seu concurso.
Cpers diz que prova do MEC é “de cima para baixo”
Ministério pretende criar exame nacional para avaliar professores