Os professores gaúchos entraram em estado de greve – momento anterior ao processo de paralisação – devido a uma ação dos governos gaúcho e de outros cinco Estados no Supremo Tribunal Federal questionando o índice definido para reajustar o piso nacional do magistério. A base de reajuste é o Fundeb, que ficou em 22% no ano passado. O percentual é considerado impagável pela Casa Civil. Os governadores defendem o índice de inflação para conceder aumento.
O secretário estadual da Educação, José Clóvis de Azevedo, afirmou que respeita o direito do sindicato, o movimento dos professores e a dinâmica do movimento social, mas alegou que tem o direito de "enquanto Governo, dizer que não existe nenhuma solução das questões funcionais hoje através de greve". Conforme o secretário, o governo garantirá reajuste de 76% para os professores até 2014 e, até lá, tem o compromisso de ajustar o piso com o vencimento básico. "O governo está no limite das possibilidades. Uma greve não vai ter êxito fora daquilo que já está estabelecido. Mas não posso fazer nenhum juízo de valor sobre o direito do sindicato fazer suas crítiva e organizar seu movimento."
Desde maio do ano passado, o Executivo gaúcho vem pagando um completivo para os educadores que recebiam menos que R$ 1.451 (valor do piso). O Governo garante que vai pagar o piso até 2014, desde que o indexador seja a variação da inflação.