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Cpers faz dia de paralisação nas escolas do Estado

Algumas instituições aderiram ao movimento e outras seguem com aulas normais hoje

A paralisação marcada para esta sexta-feira pelos professores estaduais é parcial no Rio Grande do Sul. Até as 9h, a Secretaria Estadual de Educação e o Cpers/ Sindicato não tinham o balanço com o número de adesões dos funcionários do magistério. Passeatas e outras manifestações estão previstas para ocorrer em todas as regiões do Estado para pedir a implementação do piso nacional e dos planos de carreira. Às 17h, os professores se reúnem no Gigantinho, em Porto Alegre, para lançar o movimento em defesa da educação pública.

Na Capital, uma das maiores escolas amanheceu fechada. O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, conhecido como Julinho, comunicou os alunos ontem sobre a suspensão total das aulas. Nesta manhã, poucas pessoas foram ao local, onde havia um bilhete no portão com o aviso. O Instituto de Educação manteve parcialmente as atividades. Alguns professores ministraram aulas normalmente hoje.

Ainda em Porto Alegre, o Colégio Estadual Protásio Alves e a Escola Estadual de Ensino Básico Presidente Roosevelt funcionaram normalmente, com salas de aulas cheias. Já os educadores da Escola Estadual de Ensino Médio Santos Dumont paralisaram totalmente.

A Secretaria de Estado da Educação divulgou nota para informar que considera a sexta-feira como dia letivo. "Em casos de paralisação por parte de alguma escola, a direção é responsável pela alteração de seu calendário letivo para recuperar o dia parado, garantindo até o final do ano os 200 dias letivos e 800 horas/aula, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)."

Protesto

Na zona Sul da Capital, os professores e alunos do Grupo Escolar Ceará aproveitaram o dia de paralisação para fazer um protesto por melhorias na instituição. O grupo bloqueou as avenidas Teresópolis e a Arnaldo Bohrer e impediu a passagem de carros durante alguns minutos. Segundo os manifestantes, a escola não tem canalização de esgoto e há muito barro no local. Além disso, as árvores estão sem poda.

Mauren Xavier e Samuel Vettori

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