Na Capital, uma das maiores escolas amanheceu fechada. O Colégio Estadual Júlio de Castilhos, conhecido como Julinho, comunicou os alunos ontem sobre a suspensão total das aulas. Nesta manhã, poucas pessoas foram ao local, onde havia um bilhete no portão com o aviso. O Instituto de Educação manteve parcialmente as atividades. Alguns professores ministraram aulas normalmente hoje.
Ainda em Porto Alegre, o Colégio Estadual Protásio Alves e a Escola Estadual de Ensino Básico Presidente Roosevelt funcionaram normalmente, com salas de aulas cheias. Já os educadores da Escola Estadual de Ensino Médio Santos Dumont paralisaram totalmente.
A Secretaria de Estado da Educação divulgou nota para informar que considera a sexta-feira como dia letivo. "Em casos de paralisação por parte de alguma escola, a direção é responsável pela alteração de seu calendário letivo para recuperar o dia parado, garantindo até o final do ano os 200 dias letivos e 800 horas/aula, como prevê a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB)."
Protesto
Na zona Sul da Capital, os professores e alunos do Grupo Escolar Ceará aproveitaram o dia de paralisação para fazer um protesto por melhorias na instituição. O grupo bloqueou as avenidas Teresópolis e a Arnaldo Bohrer e impediu a passagem de carros durante alguns minutos. Segundo os manifestantes, a escola não tem canalização de esgoto e há muito barro no local. Além disso, as árvores estão sem poda.
Mauren Xavier e Samuel Vettori