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Cpers pressionará deputados para não votarem aumento parcelado

Sindicato dos professores critica governo por não cumprir piso e quer pagamento de 28,98% integral

 Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, haverá mobilização no Parlamento
Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, haverá mobilização no Parlamento Foto : Tarsila Pereira
O Cpers/Sindicato realizou reunião do Conselho Geral da entidade que representa os servidores da educação no Rio Grande do Sul, nesta sexta-feira, e ficou determinado que a categoria vai pressionar os deputados estaduais para não votarem o projeto de aumento para os professores. O motivo é o conhecido embate com o governador Tarso Genro, acusado de não cumprir o piso nacional do magistério ao sugerir reajuste de 28,98% parcelado entre 2013 e 2014.

Segundo a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, haverá mobilização no Parlamento. “É claro que nós vamos pressionar deputados da base e da oposição para retirarem essa proposta do plenário. A nossa alternativa é de que se pague tudo de uma vez para não defasar ainda mais o salário dos professores, que já acumulam muitas perdas”, ressaltou.

A categoria, que está em estado de greve podendo deliberar por uma paralisação geral a qualquer momento, agendou a assembleia para o próximo dia 29. Uma das críticas mais fortes permanece sendo o não pagamento do piso de forma integral, respeitando os benefícios agregados ao longo dos anos pelo plano de carreira.

O secretário da Casa Civil, Carlos Pestana, descarta uma greve, já que, no entendimento do governo, até 2014 os professores terão ganho nos vencimentos de 76% considerado, pelo Executivo, o maior índice de aumento dado à classe na história dos governos que passaram pelo Piratini. Pestana ainda se comprometeu em complementar a diferença dos salários dos professores para receberem valores referentes ao piso nacional, quando houver um novo reajuste dado pelo governo federal no próximo ano.


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