Mais de mil professores estaduais participaram na tarde desta sexta-feira da assembleia geral do Cpers/Sindicato no Gigantinho e da caminhada até a frente do Palácio Piratini para pressionar o governo do Estado a abrir negociações para o pagamento de um reajuste emergencial de 23,14%, referente a reposição da inflação do perído de 2006 a 2009.
A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, e a 1ªvice presidente da entidade, Neida de Oliveira, foram recebidas por volta das 18h pelo secretário adjunto da Casa Civil, Leonardo Hoff, que reafirmou a posição do governo de enviar à Assembleia Legislativa a proposta de implementar o piso da categoria de R$ 1,5 mil. "O secretário Otomar Vivian, que está em agenda no Interior, reapresentará o projeto no início da próxima semana e a intenção do governo é negociar com o Cpers paralelamente a tramitação da proposta no Legislativo, da mesma forma como foi feito com a Brigada militar", afirmou Hoff.
A presidente do Cpers, Rejane de Oliveira, afirmou que a categoria rejeitou na assembleia reabrir o debate sobre o piso. "A proposta do governo não é de um salário básico de R$ 1,5 mil. É de complementar até este valor, o salário daqueles docentes que não ganharem isto mesmo após ter todas suas vantagens somadas", explicou.
Segundo ela, a caminhada até o Piratini tinha o objetivo de iniciar uma negociação para o reajuste salarial do magistério, um dia depois que a direção do sindicato foi recebida pelo secretário estadual da Educação, Ervino Deon, que adiantou que o aumento é inviável de acordo com a realidade financeira do Estado. Porém, mais uma vez, os professores sairam frustados, sem conseguir marcar uma audiência com o chefe da Casa Civil. "Decidimos nem entregar a cópia da nossa pauta de reivindicação, que já é do conhecimento do governo", lamentou.
Na próxima quarta-feira, o Cpers fará uma vigília na Praça da Matriz para tentar negociar o reajuste salarial e pressionar os deputados a não reabrirem o debate sobre o piso. Os professores estaduais deverão voltar às ruas da Capital no próximo dia 30, quando juntamente com outras categorias de servidores públicos, promoverão um ato público. O prazo para conceder reajustes salariais se esgota no dia 6 de abril, conforme determina a legislação eleitoral. No entanto, o Cpers entende que reposição da inflação não é aumento salarial e sim um direito constitucional.
CPERS promete vigília na próxima semana
Mais de mil professores participaram de manifestação para pressionar Piratini a abrir negociações por reajuste