Pestana, em nome do governador Tarso Genro, apresentou proposta que previa correção de 8,5% sobre o piso básico para 20 horas semanais, hoje fixado em R$ 356,84. Em valores, o aumento representaria o acréscimo de R$ 30,51 no contracheque. Além disso, o Piratini ofertou o pagamento de um bônus de até R$ 207 para servidores dos níveis 1, 2 e 3, que passariam a receber valor equivalente ao piso nacional para 20 horas semanais, estipulado em R$ 594,35.
"A proposta de aumento de R$ 30,51 é inadmissível. E o abono é um ataque frontal ao plano de carreira", criticou a presidente do Cpers, Rejane de Oliveira. Segundo a sindicalista, a assembleia marcada para abril pode marcar o início de uma mobilização contra o governo, inclusive com possibilidade de greve.
A categoria se recusa a aceitar abonos porque eles não se agregam ao básico, onde incidem as vantagens.
Rejane ainda desqualificou o pagamento de abono aos níveis 1, 2 e 3, que passariam a receber o piso nacional, ao afirmar que 89% dos professores estão nos patamares 5 e 6. "A proposta do governo é muito ruim. Pedimos nova audiência para que eles apresentem outra proposta antes do dia 8 de abril, quando faremos a nossa plenária", afirmou Rejane.
Pestana ressaltou que em pouco mais de dois meses o governo ofereceu aumento de 8,5%, que fica acima da inflação e é superior aos 6% "dos últimos quatro anos". "O impacto é pesado. A proposta gera gasto de R$ 150 milhões ao ano", explicou.