O Cpers/Sindicato realiza nesta quarta-feira Assembleia Geral para votar a proposta de indicativo de greve aprovada ontem pelo conselho da categoria. Se aceita pela maioria, a paralisação de professores do Estado deverá acontecer a partir do dia 15 com o objetivo de impedir a aprovação de projetos que acabam com os planos de carreira e retiram direitos da categoria.
A assembleia acontece às 13h30min no ginásio Gigantinho, em Porto Alegre. Após o encontro, os trabalhadores de educação e servidores de outras categorias do funcionalismo participam de uma marcha até a Praça da Matriz, no centro da Capital.
De acordo com a presidente do sindicato, Rejane de Oliveira, a proposta da governadora Yeda Crusius, encaminhada à Assembleia Legislativa, retira alguns dos principais direitos adquiridos pela categoria. "Nós precisamos construir uma grande mobilização para evitar a aprovação do projeto, que consideramos, uma afronta a conquistas históricas", definiu.
Rejane critica o projeto, que prevê a troca do atual plano de carreira dos professores do Estado por um sistema de avaliação em que são levados em conta o ensino de forma geral nas escolas – incluindo material pedagógico e estrutura dos colégios. "A governadora que colocar nos ombros do trabalhador uma falha causada por falta de investimentos do Estado", defendeu.
O Cpers critica ainda a proposta de reajuste completivo - que completa o valor do salário até o mínimo, ao invés de incindir sobre o básico – e a mudança no projeto de lei complementar que retira direitos como triênios e licença-prêmio.
Cpers vota hoje indicativo de greve em assembleia
Se aprovada, a paralisação de professores deve começar dia 15 deste mês