"O objetivo maior é a segurança do turista e dos próprios moradores", explicou o inspetor-chefe do Crea/RS em Capão da Canoa, Luciano Eli Martin. Os proprietários dos estabelecimentos visitados têm 10 dias para apresentar uma relação das empresas que prestam serviço local, de modo a evitar o trabalho não habilitado. Em obras onde não há um responsável técnico, o Crea/RS notifica o dono. "Dada a notificação, o proprietário tem 10 dias para regularizar a situação", afirmou o supervisor de fiscalização, Eduardo Macedo.
Proprietário de um posto de combustíveis, Edmundo Pretto recebeu a visita dos fiscais e aprovou a iniciativa do conselho, uma vez que visa garantir a segurança no Litoral Norte. "Fiscalização sempre é boa quando tudo está certo", disse. Segundo ele, o movimento no local triplica em janeiro e fevereiro na comparação com os
outros meses do ano.
A ação do Crea/RS no Litoral Norte teve início na semana passada na região da inspetoria de Torres. Foram feitas 536 vistorias e encontradas 37 obras irregulares. De acordo com o engenheiro-civil Marco Antonio Machado, inspetor-chefe do conselho em Torres, cerca de 20% das obras não contam com autorização das prefeituras. "Se não tivermos um projeto aprovado, não saberemos qual a grandeza dos municípios", afirmou. Para reverter esse quadro, o Crea propôs um projeto-piloto em parceria com o Executivo. O objetivo é utilizar a estrutura do Crea/RS para reduzir as irregularidades. Na próxima semana, os fiscais visitam a área de jurisdição de Tramandaí.