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Cremers abre sindicância para investigar hospital em que criança morreu ao ser medicada

Menina de quatro anos perdeu a vida minutos após tomar injeção de Plasil em São Francisco de Paula

A Corregedoria do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) anunciou, nesta segunda-feira, a instauração de sindicância para investigar o Hospital de Caridade de São Francisco de Paula, onde uma menina morreu minutos após tomar uma injeção de Plasil, no sábado. O Cremers quer explicações de diretores da instituição de saúde e dos médicos que atenderam a criança. Para a família, a criança foi vítima de um erro médico, acusação investigada pela Delegacia de Polícia (DP) do município.

Nesta segunda, o titular da DP, delegado Airton Martins, interrogou os pais de Ana Carolina Lunardi, que reclamaram, por exemplo, da ausência de pediatras no estabelecimento. Comedido, Martins afirmou que as acusações de erro médico são precipitadas: "Dependemos do laudo da perícia, mas é importante lembrar que já houve casos de reações alérgicas fatais ao Plasil", frisou. O delegado descartou a veracidade de uma informação divulgada por parentes da criança, sobre a suposta falta de cilindros de oxigênio para socorrer a menina. "Isto não procede."

Os profisionais responsáveis pelo atendimento foram convocados pela polícia para prestar depoimento nesta semana. Para o diretor do Hospital, Roberto Barone, a morte da menina foi uma fatalidade. Ele disse que a instituição não se manifesta oficialmente até estar bem inteirada do caso. "Não acreditamos em erro médico. Estamos apurando os fatos", declarou.

Os pais prometem processar a instituição. "Esse médico não pode atender mais ninguém. Estamos abalados por que passamos o tempo todo com ela. Logo que a enfermeira injetou o medicamento ela gritou de dor. Foi a enfermeira virar as costas para a minha filha cair", disse a mãe, Janaína Lunardi.