Técnicos do Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul (Cremers) fiscalizaram, na tarde desta quinta-feira, a clínica estética Nelson Heller, no Morro Santa Tereza, em Porto Alegre, onde ontem a promotora de eventos Lívia Ulguim Marcello, de 29 anos, morreu ao realizar uma cirurgia plástica. Em um primeiro momento, a entidade descartou interditar o estabelecimento.
O conselheiro Antônio Ayub afirmou que foi instaurada uma sindicância para apurar o caso, mas disse não ter visto motivos para fechar a clínica depois de encerrar a inspeção. A Polícia Civil ouviu hoje os depoimentos do médico Nelson Heller, sua assistente e o anestesista. Lívia havia se submetido a uma lipoaspiração e a um implante de prótese mamária de silicone.
De acordo com o delegado responsável pelo caso, Arthur Raldi, a perícia não apontou irregularidades no estabelecimento. "No que se refere à investigação, no caso de homicídio, se trabalha com três posibilidades: negligência, imperícia ou imprudência", explica o delegado.
O médico responsável afirmou que, em mais de 30 anos de profissão e 50 mil procedimentos realizados, nunca havia passado por uma situação semelhante. O especialista ainda informou no início da ocorrência que a paciente não tinha pré-disposição a problemas cardíacos.
Cremers descarta interdição imediata de clínica após morte de cliente na Capital
Promotora de eventos sofreu uma parada cardíaca depois de quatro horas de cirurgia