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Cresce expectativa média de vida ao nascer, mas RS perde liderança no ranking

Pesquisa do IBGE revelou que entre 1980 e 2010 taxa aumentou 8,1 anos

Pesquisa divulgada nesta sexta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revela que a esperança média de vida ao nascer no Rio Grande do Sul cresceu 8,1 anos nas três últimas décadas, mas em ritmo lento e inferior aos demais estados brasileiros. Com isso, o Estado perdeu a liderança no ranking.

Enquanto a expectativa de longevidade dos gaúchos era de 67,8 anos em 1980, em 2010 passou para 75,9 anos. Apesar do avanço, o Estado passou para o quarto lugar na lista do IBGE em relação à esperança de vida, atrás de Santa Catarina, São Paulo e Distrito Federal.

Os números são das Tábuas Abreviadas de Mortalidade por Sexo e Idade, uma relação apurada pelo IBGE que inclui resultados de pesquisas sobre as taxas de mortalidade da população brasileira, dividida por sexo e grupos de idades. Os dados se basearam no Censo Demográfico 2010 e nas estatísticas do Registro Civil e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM) de 2010, do Ministério da Saúde.

Segundo o estudo, nos últimos trinta anos, as gaúchas estão em situação mais favorável que os homens quanto à esperança média ao nascer, com crescimento de 71 anos para 79,2 anos para elas e de 64,8 para 72,6 anos para eles.

No Brasil, a esperança média de vida ao nascer era de 62,5 anos em 1980 e chegou a 73,7 anos em 2010. Para elas a idade passou de 65,6 anos para 77,4 anos. A expectativa de vida para eles deu um salto de 59,6 anos para 70,2 anos em três décadas. O Rio Grande do Sul permanece acima da média nacional em todos os quesitos apurados.

Mortalidade infantil no Estado deixa de ser a menor do País

O aumento da esperança de vida ao nascer combina com a queda da taxa de mortalidade no Rio Grande do Sul. O índice era de 36,5% em 1980. Em 2010, o nível passou para 9,9%, mas colocou o Estado em segundo lugar no ranking nacional, atrás de Santa Catarina, onde o número é de 9,2%.

No Brasil, o índice de mortalidade infantil despencou de 69,1% em 1980 para 16,7% em 2010. Os nove estados que mais reduziram sua mortalidade infantil são nordestinos, com destaque para Alagoas, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. 


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