"A sensação de liberdade é única", revelou o bancário Alexandre Almaida, de 43 anos, que se preparava para saltar na água com uma pipa de 12 pés, perto da Barra, na praia de Imbé. Casado e pai de dois filhos, o veranista conheceu o kitesurf há três anos, quando observava um grupo de jovens em Tramandaí. "Comentei com a minha esposa e no dia em que comemorávamos o aniversário de casamento, ela me pagou um curso completo", revelou o atleta que ficou surpreso e feliz com o presente.
O bancário levou seis meses para concluir o curso. "Quando estou no mar é o vento que me leva, a energia é outra", disse contente, ao mencionar que o local é um dos melhores lugares do Estado para realizar o kitesurf devido à constante presença de vento forte, conhecido como Nordestão, fenômeno que tem marcado presença em todo o litoral nos últimos dias.
Já o proprietário de uma agência de turismo, Renan Raphaelli, de 24 anos, que deixou o surfe de lado para praticar o kite, contou que a diferença entre um e outro, está na quantidade de ondas. "Enquanto no surfe se pega cinco ou seis ondas em um dia bom, no Kite se consegue pelo menos 20", revelou.
Além disso, o jovem, que aprendeu o esporte em agosto de 2011, em apenas duas aulas, destacou que entre os benefícios do Kite estão a ajuda do vento para flutuar e não ter que precisar remar como no surfe. "Perco muito tempo na hora de montar o equipamento, que geralmente demora, dependendo do tamanho da pipa, e quando o vento está fraco", observou. O veranista é de Gravataí e já surfou, além das praias de Imbé e Osório, em Ibiraiaras, litoral de Santa Catarina.