Cresce o número de notificações de Síndrome Inflamatória Pediátrica associada à Covid-19 no RS

Cresce o número de notificações de Síndrome Inflamatória Pediátrica associada à Covid-19 no RS

Atualmente, oito casos permanecem em aberto no Estado

Correio do Povo

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O número de notificações de casos preliminares de Síndrome Inflamatória Multissistêmica Pediátrica temporariamente associada à COVID-19 (SIM-P), reportados à Secretaria Estadual de Saúde (SES), teve um leve aumento na última quinzena. De acordo com o boletim da pasta, divulgado nessa quinta-feira, o volume de casos em investigação passou de 62 para 65. Atualmente, oito deles permanecem em aberto aguardando um desfecho, 39 foram encerrados como casos de SIM-P, 12 foram encerrados com outros diagnósticos e seis descartados por "não atenderem critérios de definição de caso".

Dentre os 39 casos, considerados como encerrados, está um óbito - o primeiro em solo gaúcho com este diagnóstico. Os casos com alta médica estão distribuídos em nove regiões de Saúde, sendo maior volume concentrado em Porto Alegre (com 21 casos). Do todo, 17 casos foram registrados em crianças com idade entre 7 e 10 anos, dez casos em crianças de 1 a 5 anos, oito casos em crianças de 10 a 15 anos e quatro casos em bebês menores de 1 ano de idade. Maior prevalência em crianças do sexo masculino, com 24 casos.

A síndrome inflamatória multissistêmica (SIM-P) é, geralmente, uma reação grave e tardia à infecção pelo novo coronavírus. A condição pode afetar crianças e adolescentes de 0 a 19 anos, mas há Estados brasileiros que monitoram o quadro até 21 anos. A febre é um dos primeiros indício da condição, que pode estar acompanhada de dor no corpo, fraqueza muscular, dor de garganta, de cabeça e abdominal, além de diferentes manifestações gastrointestinais. E como o próprio nome diz, a síndrome é multissistêmica é pode afetar vários órgãos e sistemas do organismo, como coração e sistema nervoso central.

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