Segundo testemunhas, em poucos minutos uma fumaça preta tomou conta do edifício. Houve receio dos vizinhos, já que a fiação dos prédios entrou em curto. Em seguida, os moradores dos prédios laterais tentaram auxiliar na retirada das pessoas que estavam no local. Quando houve a informação de que haveria uma criança presa, alguns colocaram uma escada, mas não conseguiram entrar no prédio em função da forte fumaça e fogo. Mesmo assim, a situação provocou grande mobilização entre as pessoas das proximidades.
De acordo com o titular da 1ª Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA), delegado Felipe Borba, a mãe teria deixado a filha dormindo em casa. “Ela teria ido à igreja, mas a criança reclamou que estava com sono. Daí ela voltou para casa e deixou a menina trancada”, contou. Após ser informada da morte da filha, a mãe se desesperou e precisou ser auxiliada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).
Três carros de bombeiros foram deslocados para o local para conter as chamas. A rua Garibaldi foi bloqueada para o trabalho da corporação. Segundo o tenente Claudiomiro Soares do Corpo de Bombeiros, o difícil acesso ao local dificultou o combate às chamas. "A busca mais pesada já foi realizada. É um terreno de aproximadamente 30 metros de comprimento, pelo menos o teto e o assoalho do primeiro andar eram de madeira", acrescentou.
Para ser realizado o combate ao incêndio no local, o Corpo de Bombeiros solicitou o corte da luz à Companhia Estadual de Energia Elétrica (CEEE). Moradores da quadra ficaram sem energia em razão do desligamento.
Confira no mapa a localização do prédio:
Visualizar Criança morre em incêndio no Centro de Porto Alegre em um mapa maior
Com informações dos repórteres Mauren Xavier e Samuel Vettori