A menina Isabela Severo da Silva se afogou com o grande fluxo de água e teve parada cardiorrespiratória após ser socorrida pelos bombeiros. Nove dos feridos foram encaminhados ao Hospital Rocha Faria, no mesmo bairro.
O rompimento da tubulação, na Estrada do Mendanha, fez com que um fluxo de 3 mil litros de água por segundo jorrasse sobre casas da região. Muitos moradores inicialmente pensaram que fosse chuva quando a água começou a bater nos telhados. Só depois perceberam que o jato era muito forte.
Trinta e três casas foram atingidas, 17 desabaram e outras 16 tiveram algum tipo de dano. Pelo menos 70 pessoas estão desalojodas. As informações são do Corpo de Bombeiros.
Técnicos da Cedae já estão fazendo mapeamento dos danos e prejuízos causados. As casas serão reconstruídas e os pertences perdidos serão restituídos, segundo Briard. O trabalho de reparo da tubulação deve ser concluído até o final da noite.
De acordo com a Cedae, o abastecimento em outros locais da cidade não sofreu impacto, mas os moradores de Campo Grande devem ter alguma restrição no fornecimento. O abastecimento de água na região deverá ser normalizado até o início da madrugada desta quarta-feira.
Neste momento, os bombeiros continuam o trabalho de resgate de pessoas que ficaram ilhadas em decorrência do alagamento provocado pelo rompimento da tubulação. Alguns moradores estão protestando contra o governador, Sérgio Cabral, e o prefeito, Eduardo Paes. Um dos moradores segura uma placa com os dizeres “Até quando vamos aguentar tantas tragédias?”.