Em atento silêncio, as crianças acompanharam as explicações feitas pelo patrão do piquete, Ricardo Vieira. Ele lembrou que o charque era tradicional no passado por ser a única maneira de preservar a carne por mais tempo. “No mundo da tecnologia é difícil imaginar como era no passado, sem geladeira ou refrigeração. Por isso, essas explicações encantam as crianças”, contou.
O projeto teve início há quatro anos. O tema pareceu atrativo, e o fato de eles poderem ver como a carne era cortada e temperada, encantava ainda mais os pequenos. “No ano seguinte, as crianças vinham nos visitar e ainda lembravam de tudo o que tínhamos abordado aqui. Isso mostrou que a iniciativa valia a pena”, justificou. Ele explicou que a maneira correta de se fazer o charque é cortando a carne em tiras e colocando sal grosso no meio e depois esperar secar.
Além da aula gastronômica, os alunos aprenderam na oficina mais sobre as tradições gaúchas. Segundo a professora Rosa San Pedro, que acompanhou o grupo, a animação também foi grande porque a maioria nunca havia visitado o acampamento. “Estamos desenvolvendo diversas iniciativas para recuperar as tradições e a cultura gaúcha. Esta ação vem brindar esse trabalho”, afirmou.
No acampamento, estudantes de outras turmas também vão participar de projetos culturais sobre a tradição gaúcha. A ideia é que possam levar esses aprendizados também para os familiares.