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Crime da Vale: Engenheiro diz que foi pressionado para assinar laudo

Makoto Namba afirmou à força-tarefa que cúpula teria ameaçado contratar outra empresa para liberar atestado

Desastre em Brumadinho causou a morte de 142 pessoas até último balanço de autoridades
Desastre em Brumadinho causou a morte de 142 pessoas até último balanço de autoridades Foto : Mauro Pimentel / AFP / CP
O engenheiro Makoto Namba afirmou ter sofrido pressão da cúpula da Vale em Minas para assinar o atestado de segurança, em que o R7 teve acesso, da barragem de Brumadinho no ano passado. Makoto Mamba disse ainda que, caso o documento não fosse assinado, a mineradora iria contratar outra empresa.

Segundo apurou o jornalismo da Record TV Minas, na tarde desta terça-feira, a afirmação foi dada em depoimento para os integrantes da força-tarefa que investiga a responsabilidade pelo rompimento da barragem no último dia 25 de janeiro. Ele aguarda o alvará de soltura para deixar a Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

A reportagem pediu esclarecimento da Vale e está aguardando uma resposta.

Solto hoje pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o engenheiro é funcionário da TUV SUD, empresa de origem alemã, que foi contratada pela Vale no ano passado. O R7 mostrou, com exclusividade, a existência do atestado de segurança.

Além Makoto, o STJ mandou soltar André Yassuda, outro engenheiro da TUV SUD, além de três funcionários da Vale, Cesar Augusto Paulino Grandchamp (geólogo), Ricardo de Oliveira (gerente de Meio Ambiente) e Rodrigo Artur Gomes de Melo (gerente executivo do Complexo Paraopeba da Vale).

O R7 entrou em contato com a Vale e, até o momento, não recebeu a resposta sobre a denúncia.