A área da saúde superou a construção civil no ranking de acidentes de trabalho, segundo França. "A maior causa do afastamento de enfermeiros, técnicos em enfermagem e radiologia; auxiliares de enfermagem, de laboratório e de nutrição e pessoal da higienização é o estresse e o conjunto das doenças psicossociais e mentais", enfatiza ele.
O adoecimento psicológico e emocional da categoria foi se consolidando nos últimos três anos. França, que é auxiliar de enfermagem e sindicalista há 15 anos, contextualiza a situação como o resultado de falta de trabalhadores com enxugamento de quadro de pessoal nos hospitais, o aumento da demanda e da carga horária dos profissionais. "Há 10 anos, um técnico em enfermagem era responsável por até 7 pacientes internados. Na UTI, a relação era de um para dois. Hoje, os números dobram. São verdadeiros heróis", diz.