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Cuba lamenta morte de Niemeyer, "grande amigo" da ilha e de Fidel

Hugo Chávez também expressou "profundo pesar" pela morte do arquiteto

Foto : HAVANA (AFP)
Cuba lamentou nessa quinta-feira a morte do arquiteto Oscar Niemeyer, lembrado como "grande amigo" da Ilha, da revolução cubana e de seu líder histórico, Fidel Castro. O presidente Raúl Castro enviou mensagens à presidente Dilma Rousseff e aos familiares do arquiteto expressando "suas condolências e profunda solidariedade", informou a TV estatal. "Receba nossas condolências e profundos sentimentos de solidariedade diante da perda do querido amigo Oscar Niemeyer, filho ilustre do Brasil que a humanidade recordará sempre por sua dimensão artística e humana", disse Raúl Castro em sua mensagem à Dilma.

Aos familiares, Raúl manifestou "seu profundo pesar em nome do líder cubano, Fidel Castro, e em seu nome pelo falecimento de Niemeyer, um amigo incondicional da Revolução cubana". O jornal oficial Granma destacou que o arquiteto esteve comprometido com a ideologia comunista "até o fim de seus dias".

O jornal do Partido Comunista (único) lembrou as afirmações de Niemeyer: "Nunca calarei a boca. Nunca esconderei minhas convicções comunistas. Quem me contacta como arquiteto conhece minhas concepções ideológicas."
Niemeyer e Fidel Castro, 86 anos, mantinham uma longa amizade baseada em sua identificação política e ideológica.

Venezuela comunica profundo pesar
O presidente venezuelano, Hugo Chávez, expressou, em um comunicado oficial, seu "profundo pesar" pela morte do arquiteto brasileiro de renome internacional. "Chávez, em nome do governo boliviano e do povo venezuelano, deseja expressar seu profundo pesar pela perda de um inigualável e ilustre camarada (...) como foi Oscar Niemeyer e manifestar suas condolências a seus familiares e amigos e a todo o povo brasileiro", destacou o comunicado, originário de Havana, onde o presidente se submete a um tratamento médico contra o câncer.

"Tomara vivamos à altura de seus ideais e de sua consequência para fazer de suas virtudes e suas convicções revolucionárias, o sinal deste novo amanhecer latino-americano", acrescentou o texto, lembrando também a militância comunista que Niemeyer defendeu até seus últimos dias. O presidente viajou na semana passada a Cuba para se submeter a tratamento contra um câncer diagnosticado em 2011, não aparece em público desde 15 de novembro. Nesta quinta-feira confirmou-se que não participará da Cúpula do Mercosul, esta sexta-feira, em Brasília.

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