Um cão da raça rottweiler foi um dos primeiros doadores de um banco de sangue canino que começa a ser montado em Curitiba para auxiliar em emergências veterinárias de animais vítimas de atropelamento, intoxicação, câncer e doenças transmitidas por vetores. Cachorros a partir de 25 quilos, entre um e oito anos, sem raça específica, poderão doar para a instituição veterinária.
A iniciativa visa trazer uma nova esperança para vítimas de atropelamento, intoxicação, câncer e doenças transmitidas por vetores, pois dificilmente animais feridos encontram sangue à disposição para a transfusão, procurando algum amigo que possui um cachorro de grande porte para realizar o processo.
Dez cães das raças labrador, pastor alemão, pastor belga malinois, rottweiler e gold retriever da Guarda Municipal eram doadores eventuais quando determinado hospital veterinário necessitava, embora alguns não estivessem aptos por trabalhar diretamente no faro de entorpecentes. Com a tecnologia desenvolvida, será possível transformar uma bolsa de sangue em outras três, sendo uma concentrada de hemácias, outra composta de plaquetas e uma terceira com plasma. O tempo de estocagem e conservação poderá variar entre 21 dias e um ano.
Mais de 20 grupos sanguíneos foram catalogados, no qual somente seis apresentam importância na transfusão. Uma mesma raça é capaz de ter tipos sanguíneos diferentes, assim como o inverso.
Curitiba cria banco de sangue canino para emergências veterinárias
Cães com 25 quilos ou mais poderão ser doadores