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Curso de Arroio Taquarembó começa a ser desviado para barragem

Ministro da Integração Nacional e governadora testemunharam fase mais importante da construção em Dom Pedrito

Curso de Arroio Taquarembó começa a ser desviado para barragem
Curso de Arroio Taquarembó começa a ser desviado para barragem Foto : Carla Ruas
O ministro da Integração Nacional, João Reis Santana Filho, e a governadora Yeda Crusius testemunharam nesta quarta-feira, em Dom Pedrito, o início da fase mais importante da construção da barragem Taquarembó – segunda maior do Rio Grande do Sul em capacidade de irrigação. Eles participaram do início da abertura do desvio do Arroio Taquarembó, com previsão de desobstrução de 40 metros em 72 horas. Quando estiver operando a pleno, no final do ano, Taquarembó só perderá para a Barragem do Duro, em Camaquã, em capacidade de irrigação. Além de garantir o abastecimento de Dom Pedrito, com aproximadamente 40 mil habitantes, a barragem terá capacidade para irrigar 12,7 mil hectares de lavouras em Lavras do Sul, Rosário do Sul e Dom Pedrito.

Taquarembó terá 382 metros de crista, com altura de 34 metros, tendo capacidade para a armazenagem de 116 milhões de metros cúbicos de água e área de drenagem de 638 quilômetros. Para o desvio do leito, houve necessidade de proteger a área das inundações causadas pela variação do nível de água do arroio. “A barragem deverá irrigar pastagens, arroz e outros grãos, possibilitando a geração de 6 mil empregos diretos e indiretos depois da instalação”, frisou o secretário da Irrigação e Usos Múltiplos da Água, Rogério Porto. A governadora, porém, destacou que além de contemplar a população da Metade Sul, a barragem controlará as cheias do arroio e aquecerá as demandas no setor comercial e de contratação de mão-de-obra.

Ela ainda ressaltou que entre os principais benefícios para a economia está a redução de perdas na lavoura em decorrência de estiagens ou de excesso de chuvas. “Se fizer seca não vai faltar água e se chove em abundância não haverá inundações”, destacou. Yeda afirmou que tão logo a barragem entre em operação, as diferenças existentes entre a Metade Sul e as demais regiões do Rio Grande do Sul “serão estatísticas do passado”. “Conseguiremos transformar a água em um fator de equilíbrio. A Barragem Taquarembó incrementará o agronegócio gaúcho”, observou.

Responsável pela execução das obras, o engenheiro Wilson Martins Ribeiro Junior, da Odebrecht Infraestrutura, salientou que o desvio do curso d’água se faz necessário para a construção da barragem. “Primeiramente desviaremos o leito do arroio. Somente depois finalizaremos a estrutura da barragem e encheremos o reservatório”, explicou. A construção foi inserida no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), mediante termo de compromisso formalizado entre os governos federal e estadual. O investimento previsto chega a R$ 59,8 milhões, com 20% de contrapartida do Estado. “Com 40% da obra concluída, o desvio deverá assegurar o término da barragem em meados de dezembro”, projetou.