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Curto-circuito pode ter provocado incêndio em loja no Centro

Bombeiros demoraram três horas para apagar as chamas no Lojão Oba Oba<br />

Curto-circuito pode ter provocado incêndio em loja no Centro
Curto-circuito pode ter provocado incêndio em loja no Centro Foto : Pedro Revillion
O advogado da proprietária do Lojão Oba Oba, Marcelo da Mota Machado, acredita que um curto-circuito pode ter causado o incêndio que provocou prejuízos de mais de R$ 1,2 milhão em mercadorias, a maioria utilidades domésticas. O fogo começou na manhã desta quinta-feira, no Centro da Capital, e foi controlado por volta das 9h15min. Em novembro do ano passado, houve um incêndio no Hotel Vitori Lacosta, que fica em cima da loja, na rua Voluntários da Pátria. Desde então, foram feitas reformas e a previsão do responsável pelo hotel, Lair da Silva Duarte, era de reabrir hoje. No entanto, o fogo iniciou por volta das 6h, o que impediu a reinauguração.

Machado diz ter duas liminares judiciais para entrar no hotel, que estava interditado, para reformar o telhado do Lojão Oba Oba, destruído em novembro pelas chamas. Nas duas tentativas, ele afirma que foi impedido. Ontem, o advogado disse que solicitou à Justiça da Capital novamente que forçasse a liberação das reformas, o que foi concedido pelo juiz responsável, mas não houve tempo. Segundo Machado, toda vez que chovia, a loja alagava. A reforma seria também realizada na fiação elétrica. Ele acredita que uma hipótese para as causas do segundo incêndio seja um curto-circuito, que poderia ter sido evitado. “O maior problema são os 30 funcionários, que estão aqui chorando, uns até passaram mal, por um incêndio que poderia ter sido evitado. Ainda bem que não teve mortes”, disse.

O prédio, de 1932, é tombado pelo patrimônio histórico. A fachada não foi comprometida. Em novembro, o quarto pavilhão do hotel, que tem conexão com o Plaza São Rafael, ficou praticamente destruído. Na parte de baixo desse local iniciou o incêndio desta quinta-feira. O prédio inteiro foi interditado e a Secretaria Municipal de Obras e Viação solicitará laudo de estabilidade dos dois estabelecimentos.

As altas temperaturas provocaram rachaduras no teto e nas paredes da loja. Mas, de acordo com o agente da Defesa Civil, Jorge Brito, não há risco de desabamento. “A princípio não, as lajotas do chão do primeiro pavimento do hotel estão soltas, há rachaduras nas paredes, mas, por enquanto, não há risco de que a estrutura caia”, garante.

O fato de a loja ter apenas uma saída para os fundos e a profundidade do estabelecimento dificultaram os trabalhos, conforme o comandante da ação, Major Ederson Franco. “O material é muito inflamável e a profundidade de 60 metros dificulta, além de ter só uma saída para os fundos”, explica. Mais de 20 soldados do Corpo de Bombeiros combateram as chamas. Foram três horas de trabalho.

Além disso, um caminhão do Corpo de Bombeiros de Canoas, que tem um compartimento de água é maior, foi chamado, mas está no conserto. Durante a manhã, os hóspedes do hotel ao lado ficaram na calçada, muitos de pijama. Alguns aproveitaram para dormir, encostados na parede.

O Instituto Geral de Perícias irá ao local durante a tarde para determinar as causas do início do fogo. Um laudo paralelo será realizado por um engenheiro contratado pela proprietária do Lojão Oba Oba.