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Custo de operação da Air France deve ser de 5 milhões de euros

Após localizar destroços da aeronave, objetivo agora é buscar corpos

Fotos dos destroços foram divulgadas hoje
Fotos dos destroços foram divulgadas hoje Foto : Patrick Kovarik / AFP / CP
O projeto de recuperação dos últimos destroços, da caixa-preta e dos corpos das vítimas do voo 447 da Air France deve custar entre 5 e 6 milhões de euros, segundo o jornal francês Le Figaro. A primeira parte da missão, cujo objetivo era localizar os destroços e a caixa-preta da aeronave, teve um custo estimado em 9 milhões de euros, pagos pela Air France e a Airbus.

A segunda parte do trabalho começará em torno de um mês, disseram nesta segunda-feira, em Paris, os investigadores do acidente aéreo que ocorreu em 2009. A imprensa internacional divulgou que foram encontrados corpos dos passageiros do voo dentro de parte da fuselagem localizada ontem.


Imagens mostram forte instabilidade na área próxima a queda do avião em 2009. | Foto: Patrick Kovarik / AFP / CP

O voo 447 havia decolado do Rio de Janeiro com destino a Paris, quando caiu no Oceano Atlântico em 2009, matando todas as 228 pessoas a bordo. Na primeira fase de buscas foram localizados 50 corpos, junto com mais de 600 pedaços do avião. Desde então, não haviam sido localizados mais corpos nem destroços. A causa exata do acidente também nunca foi esclarecida. Analistas alertam que, sem os registros do voo, a causa da queda pode continuar incerta.

Familiares das vítimas receberam com otimismo cauteloso o anúncio de que as equipes de resgate localizaram mais partes do avião, após quase dois anos de buscas. Um dos parentes das vítimas, Jean-Baptiste Audosset, disse que a novidade oferece "um pouco de esperança".

Destroços

Os destroços foram encontrados a cerca de 4 mil metros de profundidade, segundo Martine Del Bono, porta-voz da agência de investigação de acidentes aéreos da França (BEA, na sigla em francês). Segundo ele, a descoberta foi feita por robôs submarinos da equipe de buscas do navio Alucia. Bono acrescentou que espera encontrar as caixas-pretas nas "próximas semanas".

No entanto, mesmo que elas sejam encontradas, não é possível afirmar que elas estejam em condições de uso, já que passaram dois anos submersas. A busca abrange uma área de 10 mil quilômetros quadrados. As duas companhias são alvo de acusações preliminares da justiça francesa devido ao acidente.

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