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CUT aceita negociar a redução gradual da jornada de trabalho

Presidente da entidade vai se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados

A Central Única dos Trabalhadores (CUT) aceita negociar a redução gradual da jornada de trabalho, mas sem contrapartida às empresas, como benefícios fiscais, nem alteração no valor das horas extras. A posição foi manifestada pelo presidente nacional da organização, Arthur Henrique da Silva Santos, que falou ao programa Guaíba.Com, da Rádio Guaíba.

Ele informou que, após o Carnaval, vai se reunir com o presidente da Câmara dos Deputados, Michel Temer, que após conversar com entidades empresariais, propôs redução de 48 para 42 horas semanais. A reivindicação das centrais sindicais é 40 horas. 

Silva adiantou que a CUT vai manter a pressão para que a Câmara vote a PEC 231/95 ainda no primeiro semestre. Segundo ele, as empresas reclamam "de barriga cheia", pois a maioria dos setores obteve lucros desde 1988, quando ocorreu a última redução de jornada, e aumentou a produtividade.