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Déficit de R$ 400 mil pode fechar Hospital Vila Nova

Hospital denuncia ainda atraso no repasse do Estado para a manutenção de 35 leitos

Vistoria do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) no Hospital Vila Nova, na zona Sul da Capital, constatou que um déficit mensal que chega a R$ 400 mil pode provocar o fechamento da instituição em até seis meses. O diretor do sindicato, Jorge Eltz, afirmou que a prefeitura deveria retomar convênio para tratamento de pacientes portadores de HIV, cancelado em maio de 2008.

A administração do hospital garante que os 40 leitos destinados a essa especialidade continuam ocupados por pacientes encaminhados pela Central de Regulação do município. O hospital, no entanto, não recebe mais os R$ 60 mil mensais para cobrir o serviço.

Outro problema financeiro destacado pela diretora Cláudia de Souza Abreu é o atraso no repasse do Estado para a manutenção de 35 leitos para dependentes químicos, principalmente de crack. Segundo ela, o pagamento bimestral de R$ 148 mil deveria ter sido feito no final de outubro. A diretora afirma que os tratamentos continuam, mas com prejuízos para o hospital, que está em dívida com fornecedores.

A instituição, gerenciada por uma associação de funcionários atende 99% dos casos pelo SUS. São 295 leitos, 250 atendimentos diários na emergência, 1,2 mil internações e 300 cirurgias mensais. Segundo a direção, o Vila Nova recebe R$ 650 mil de convênios com o setor público, mas necessitaria R$ 1 milhão por mês para garantir todo o serviço prestado à população.

A Secretaria Estadual da Saúde informou que vai utilizar recursos extraordinários para cobrir a dívida e pretende normalizar o repasse a cada dois meses, a partir do ano que vem. A Secretaria Municipal de Saúde informou que não encaminha mais pacientes portadores de HIV para tratamento no hospital desde que cancelou o convênio.