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Dívida de mais de R$ 1 bi pode paralisar hospitais filantrópicos

Governo do Estado oferece apenas metade do valor pedido pelas instituições

A falta de entendimento entre o Rio Grande do Sul e os hospitais filantrópicos pode provocar a paralisação no atendimento em 239 instituições, a partir de setembro. O alerta foi feito pelo presidente das Federações das Santas Casas, Oswaldo Balparda, que informa que há uma dívida de R$ 1 bilhão, entre tributos bancários e trabalhistas, sendo que o déficit das entidades, somente no ano passado foi de R$ 310 milhões.

Para amenizar o problema, os dirigentes pediram um apoio de R$ 100 milhões, negado pelo governo estadual, que aceitou atender apenas metade da quantia exigida, oferecendo ainda linha de crédito do Banrisul para complementar o saldo restante. Os representantes das instituições não aceitaram a proposta e, em ato simbólico, entregaram as chaves dos hospitais na recepção do Palácio Piratini para serem repassadas ao governador Tarso Genro.

As entidades alegam que 90% da sociedade apoia a cobrança junto ao Estado, já que a paralisação, que atingiria mais de sete milhões de gaúchos, não seria para protestar ou reivindicar, mas por falta de condições. O Palácio Piratini informou que os manifestantes protocolaram pedido de audiência com o vice-governador Beto Grill, que ainda não foi marcada.

As instituições seguem reivindicando R$ 100 milhões, sendo a primeira parcela para o próximo dia 15 e a segunda em 30 de novembro. Caso contrário, no dia 27 de setembro, haverá ato público, dando início à paralisação. A Capital já enfrenta a paralisação dos municipários da Saúde. A Justiça determina que 50% do efetivo siga trabalhando para casos de emergência.