Há restrições ao uso de água potável fornecida pelo Daeb para lavagem de veículos, de passeios públicos, pátios e fachadas de prédios. Não está autorizado o uso da água distribuída pela rede pública para irrigação de gramados, jardins e floreiras e para reposição total ou troca de água de piscinas e reservatórios de clubes, entidades e residências.
A ação tem por base o Decreto nº 009, assinado pelo prefeito do município, Dudu Colombo, no dia 18 de janeiro, que estabelece situação de emergência no município em razão da estiagem. O documento ressalta que os estabelecimentos industriais, comerciais, agrícolas e residenciais deverão restringir o uso de água potável ao mínimo indispensável para as atividades consideradas essenciais.
O não cumprimento de qualquer das vedações referidas implicará, inicialmente, na aplicação de advertência por escrito. No caso de reincidência, será aplicada multa no valor correspondente a quatro vezes o valor da taxa máxima de água residencial (R$ 185,68) ou comercial (R$ 224,16). As denúncias serão recebidas pelos telefones 0800 510 2219 ou 115.
Racionamento
A cidade de Bagé está em regime de racionamento de água desde o dia 16 de janeiro. Os níveis das barragens que abastecem o município estão baixos, já que desde agosto de 2010 não chove acima da média. A Sanga Rasa, principal reservatório da cidade, está 3,50 m abaixo do nível normal. A do Piraí está 1,80 m aquém e a Emergencial está 0,30 m abaixo do ideal. Até o momento, a Estação de Tratamento de Água do Daeb (ETA) praticamente não registrou chuvas em janeiro, totalizando apenas 1,2 milímetros. A média histórica do mês é 136 milímetros.