Segundo Sastre, a Rodoviária permanecerá no mesmo local e deverá ocorrer uma integração com os outros modais de transporte, como o trem metropolitano, o Guaíba, as ciclovias, o metrô de Porto Alegre e os ônibus da Capital e da região Metropolitana. “Queremos a conexão da Rodoviária de Porto Alegre com todos os modais de transporte disponíveis na cidade”, acrescentou. Além disso, o governo estadual está licitando outras rodoviárias existentes no Rio Grande do Sul. No total, existem 328 no Estado.
De acordo com Sastre, em torno de 90 editais já foram licitados. Segundo ele, as rodoviárias menores estão com problemas. “Estão com pouca atratividade econômica. É possível que depois de terminarmos os editais tenhamos de construir uma nova proposta com alguma solução para que não fechemos as rodoviárias”, explicou.
A Estação Rodoviária de Porto Alegre terá o edital dividido em duas fases. A primeira prevê a realização de um concurso para escolher a melhor proposta de investimentos e mudanças arquitetônicas no terminal. A segunda para escolher a empresa que vai administrar o terminal rodoviário. A previsão do Estado é de que as obras possam ser concluídas um ano antes da Copa do Mundo de 2014. A nova concessionária terá que investir pelo menos R$ 30 milhões em obras. O contrato com a atual concessionária, a Veppo e Cia Ltda, venceu em 2002. A empresa já anunciou disposição de disputar o processo licitatório.
Pela Rodoviária da Capital circulam cerca de 40 mil pessoas por dia. Além disso, o público conta com 600 horários de viagens e, nos feriados prolongados, são colocados mais 450 horários extras para atendimento da demanda de viagens intermunicipais, nacionais e internacionais.